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Vamos falar de aborto!

  • Foto do escritor: Sheila Kruger
    Sheila Kruger
  • 18 de jul. de 2020
  • 1 min de leitura

Aborto... um assunto tão delicado! É tão triste para quem vivencia, mas infelizmente muito mais comum do que se pensa. Cerca de 15% das gestações “descobertas” podem terminar em abortamento. (Se formos considerar os óvulos fertilizados, quando a gravidez ainda não se apresenta como clínica, a proporção pode ser bem maior). O maior risco é no primeiro trimestre, e quanto mais avançada a gestação, menor o risco (cerca de 1% após 16 semanas). A grande maioria é causada por alterações genéticas incompatíveis com a vida, especialmente no primeiro trimestre. Algumas doenças maternas descompensadas, como diabetes e tireoidopatias, podem ser causa também, assim como questões anatômicas uterinas (em especial a incontinência istmo-cervical, relacionada a perdas mais tardias) e também as trombofilias, mas as de verdade, como síndrome de anticorpos antifosfolipídeos (esse assunto sozinho dá um post). O fato é que, mesmo que você não tenha fatores de risco para ter um aborto, infelizmente ainda pode cair nessa “estatística”. E como a maioria dos abortos no primeiro trimestre são por causas genéticas, não é culpa sua, nem do esforço que você fez, nem de treinar, pegar peso, trabalhar, ter relação sexual, ter orgasmo, andar de bicicleta ou qualquer outro “cuidado” que dizem para você ter nos três primeiros meses, sem muito sentido clínico. Infelizmente acontece às vezes. É triste, e você precisa ser acolhida. Mas não deixe que te façam se sentir culpada!

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