Quanto a camisinha protege contra gestação?
- Sheila Kruger
- 5 de jul. de 2020
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A taxa de falha do uso apenas do preservativo masculino como método anticoncepcional é de 3 a 14% no primeiro ano (3 a 14 gestações por 100 mulheres/ano). Essa variação acontece por causa da diferença entre o uso “perfeito” e o uso “típico” do método. A camisinha deve ser colocada com o pênis ereto e seco ANTES DA PRIMEIRA PENETRAÇÃO VAGINAL. Ao desenrolar o preservativo pelo lado correto (face enrolada com a borda para cima), da glande até a base do pênis, deve-se ter o cuidado de comprimir o reservatório situado na extremidade fechada com a ponta dos dedos, para que não fique ar neste local. Antes de iniciar a relação, é recomendável testar se o preservativo não está “folgado” (existem tamanhos diferentes). Imediatamente após a ejaculação, o pênis deve ser retirado da vagina ainda ereto, cuidadosamente, pressionando a base da camisinha para que ela permaneça aderida ao pênis até que todo órgão seja retirado da vagina (para diminuir o risco de extravasamento de sêmen para a vagina). Os lubrificantes oleosos, como a vaselina por exemplo, podem danificar o látex. Lubrificantes à base de água, glicerina ou silicone podem ser utilizados.
O uso correto diminui a falha. E o mais importante é que o preservativo fornece proteção comprovada contra várias infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como clamídia, gonorréia, herpes simples tipo 2, sífilis, trichomoníase, hepatite B e HIV, e possivelmente parcialmente contra HPV. A incidência de efeitos colaterais é quase nula. Menos de 3% da população é alérgica a látex, e hoje existem opções de preservativos sem látex. Qualquer Unidade Básica de Saúde fornece preservativos gratuitamente.
Fonte: febrasgo.org.br



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